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09/03/2020

Jornalistas mulheres discutem o assédio dentro do jornalismo em Ponta Grossa

Jornalistas mulheres discutem o assédio dentro do jornalismo em Ponta Grossa
Foto: David Candido
O Dia de Luta das Mulheres Jornalistas foi marcado nesta segunda-feira (09) pela realização de uma mesa de diálogos sobre assédio na profissão, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa contou com a presença das jornalistas Mareli Martins, Mariana Galvão Noronha, Patricia Lucini, Sandra Gardinal, Marrara Laurindo e Bruna Bronoski – todas com atuação em emissoras de rádio e televisão, além de impressos e assessorias da região. A atividade, articulada entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), a Comissão de Mulheres da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o grupo de Jornalismo e Gênero da UEPG, integra o calendário oficial da campanha nacional ‘Lute como uma jornalista’.


Durante a mesa de diálogos, as jornalistas falaram sobre as diferentes realidades encontradas no jornalismo da região. “Elas compartilharam conosco experiências de assédio, moral e sexual, além de outros problemas cotidianos decorrentes, inclusive, da falta de empatia por parte dos colegas de trabalho. Esta troca é importante para fortalecer o senso de coletividade, mas também para nos fazer refletir sobre as condições em que estas profissionais vêm desenvolvendo suas atividades e sobre o quanto ainda precisamos avançar para enfrentar esta dura realidade”, observa Aline Rios, diretora de Interior do SindijorPR e que também integra a Comissão de Mulheres da Fenaj.


Para Karina Janz Woitowicz, uma das coordenadoras do grupo de Jornalismo e Gênero da UEPG, as trocas realizadas durante a rodada de diálogos demonstram a necessidade de melhorar a organização da categoria. “Nas falas que acompanhamos fica evidente o assédio cometido pelas fontes, mas também, o machismo e a própria omissão por parte dos colegas. Precisamos criar mecanismos de defesa para que possamos nos preparar para saber lidar com estes constrangimentos”, avalia.


As informações reunidas durante a atividade serão levadas à Comissão de Mulheres da Fenaj para que, somadas a outras iniciativas pelo país, possam se reverter em ações efetivas. “Nós tivemos muitas propostas extremamente interessantes e relevantes aqui, além de ter ficado claro o quanto ainda somos carentes de informações quanto à nossa própria segurança para o exercício da atividade”, acrescenta Rios.


Enfrentamento à violência


A Comissão de Mulheres da Fenaj está em sua segunda formação e reúne 21 jornalistas indicadas por 19 sindicatos profissionais. Uma das primeiras iniciativas deste grupo foi a organização das ações relativas ao #8M, por meio da campanha nacional “Lute como uma jornalista”. Ao longo de todo o mês serão realizadas, no Brasil todo, uma série de atividades que buscam gerar reflexão sobre a mulher jornalista diante dos ataques e violações à liberdade de imprensa e exercício da profissão.
Autor:SindijorPR