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03/05/2019

Cortes em recursos nas universidades federais são alarmantes

Cortes em recursos nas universidades federais são alarmantes

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) - mais antiga do Brasil e classificada entre as mil melhores do mundo - comunicou nessa terça-feira (02) que sofrerá com os cortes anunciados pelo Ministério da Educação (MEC). O bloqueio orçamentário imposto pelo governo federal será de 30%, o que representa R$ 48 milhões. Com mais de 33 mil alunos em todo o Estado, a instituição informou que será impactada até mesmo nos custos rotineiros, como consumo de água e energia e contratos de prestação de serviços. Estudantes marcaram uma assembleia para o fim da tarde desta sexta-feira (03) e organizam uma paralisação no dia 15 de maio.


Cortes semelhantes devem atingir a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e ainda o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Na universidade tecnológica, serão mais de R$ 37 milhões, atacando a educação em 13 cidades do Estado. Já a Unila deve perder cerca de R$ 14 milhões. Outros R$ 21 milhões serão retirados do IFPR. Juntas, as quatro instituições terão uma redução de orçamento que chega a R$ 120 milhões. A UFPR anunciou, inclusive, que se essa medida "não for revertida, as consequências serão graves para o desempenho das atividades da Universidade no segundo semestre de 2019".


Em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, o SindijorPR considera alarmante o severo ataque do governo ao financiamento das universidade federais, especialmente pelo forte potencial e compromisso da UFPR, da UTFPR e da Unila, bem como do IFPR, com o desenvolvimento social brasileiro. O governo impõe ao seu povo uma privação sem precedentes, limitando acesso ao conhecimento como forma de liberdade coletiva e individual. Desta forma, o Sindicato dos Jornalistas se posiciona contrário à medida, que atinge instituições federais de todo o Brasil.


No âmbito do Jornalismo, retirar recursos é um evidente ataque à formação técnica e à consciência de universidades que se utilizam constantemente de ferramentas voltadas a estimular o debate ético e respeitoso para as sociedades paranaense e brasileira. Esse compromisso pode ser percebido na realização do prêmio Sangue Novo, uma forma de estimular o trabalho acadêmico, a pesquisa e a ciência. Nessa premiação, na qual estudantes de Jornalismo da UFPR participam desde a primeira edição, em 1995, são inúmeros os trabalhos produzidos com excelência e responsabilidade crítica.


O SindijorPR entende que, longe da balbúrdia, a universidade tem compromisso com o ensino e com a promoção do progresso do povo brasileiro. É o que observamos com trabalhos como o “Jornal Comunicação”, que é premiado quase em todos os anos. Ou ainda em casos como a reportagem de rádio sobre os “10 Anos da Lei Maria da Penha”, resgatando os avanços e retrocessos em relação à violência doméstica. E também na cobertura fotográfica da ocupação dos colégios do Paraná em busca de melhorias. São trabalhos pensados para promover o debate e a informação pública verdadeira e de qualidade. Saber que tudo isso está em risco é inadmissível para nossa entidade.


O SindijorPR convoca todos os jornalistas a somarem forças e a rechaçarem os cortes nas universidades públicas. Retomando as reflexões de Paulo Freire: não existe futuro promissor sem uma nação instruída, afinal, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.


Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná