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26/04/2019

10 anos de Sindijorzão. E daí?


Uma década de Sindijorzão! O que dizer? Só de Jornaldo são sete anos! Nesse período fiz meu pé de meia, fui capa da Forbes e construí um verdadeiro império.


Mas agora acabou a mamata. Querem quebrar os sindicatos e eu não sei como vou terminar a reforma do meu barco.


Bom...


Deixando as picuinhas de lado, aqui estou, após viajar no espaço e pousar na Apollo Center Sport, local dessa edição do torneio, para falar a verdade e nada mais.


Direto e objetivo: no Sindijorzão é como diz meu neto, que nunca vai se aposentar, tadinho, “o baguio é doido”.


Já na primeira rodada presenciei que o clima está tenso.


Olhem o absurdo: a organização do torneio resolveu advertir o atleta Lucas, do Che Garotos. Eu presenciei a abordagem truculenta. O motivo? Ele tirou a camisa, após ser substituído, no jogo Che x Sem Panela.


Lucas foi amarelado pelo árbitro. Porém, após pressão dos times e das organizadas, retiraram o cartão.


Óbvio!


O problema foi o desdobramento disso tudo, quando, já nos bastidores, o famoso dirigente, ‘Cavadinha’, abordou Lucas aos berros:


“Você não tem vergonha? Quer tirar a camisa aqui no Sindijorzão sem pochete na barriga? AQUI SÓ TEM CACHACEIRO, PORRA”.


Com olhos esbugalhados, muito nervoso, ele subitamente pegou meu copo de cerveja e bebeu tudo. Fiquei puto.


Mas teve mais... muito mais...


Gostaria de denunciar que não houve essa energia e truculência, nem sequer uma abordagem, num meliante, visivelmente embriagado, que ‘afiava’ uma faca de churrasco nas grades de contenção que separam o público da quadra.


Era muito claro o tom de ameaça aos jogadores do SensacionalisTHas.


Como não havia qualquer presença enérgica da organização, criei coragem e me aproximei do cidadão. Perguntei o motivo daquela merda toda. Ele, com uma faca na mão, gritou: “petragliaram o SensacionalisTHas, petragliaram o SensacionalisTHas”!


O cara espumava pela boca.


Aí tudo fez sentido.


Parece que a mudança no escudo dos roxinhos não agradou. O cara gritava “não ao futebol moderno” e “devolvam nossa identidade”, enquanto ‘afiava’ sua faca nas grades. Aquilo faiscava e quase cegava a galera toda assustada.


Foi então que surgiu o VICE presidente do conselho deliberativo do Tranqueiras, um tal de Cardosinho, com seu terno alinhado e sapatos caros, oferecendo ao ‘homem da faca’ uma oportunidade de comandar os cortes de picanhas e alcatras que abastecem seus comandados.


O pedido foi prontamente atendido e o futebol raiz ganhou essa batalha. Ainda bem. Ambos se abraçaram e foram em direção à churrasqueira.


Meu engano foi achar que o futebol raiz (faca, galera sem camisa, organização dando dura na geral, bebendo junto, faísca, fumaça, etc e tal) respirava hegemonicamente.


Detectei uns ‘nutella’ infiltrado.


Vai vendo...


Tem um time aí, um tal de Sem Panela, que deve fabricar óleo de peroba. Só pode! Os caras, após perderam pro Che, time que já foi campeão do Sindijorzão, tiveram a cara de pau de culpar a arbitragem pelo resultado.


Não é possível. Só faltou chorar. Só falta dizer que foi um ‘amigo’. Que não são vocês que têm a senha do insta. Não vai adiantar. EU VI O POST! Culparam o jujú. Vergonha.


Vocês deveriam era agradecer aos deuses do futebol pela oportunidade de jogar contra o Soroca Eterno e companhia. Perder foi pouco. Foram dominados pela classe e experiência. São uns ‘juvena’. Ponto.


Porém, nessa década de Sindijorzão, uma coisa que nunca faltou foram as doses cavalares de superação.


Então lá vamos nós...


Estava eu vendo a comemoração emocionada do atleta Mano, do SensacionalisTHas, quando percebi que uma lágrima pingou na minha cerveja. Lembrei dele imobilizado, após fratura na cabeça, durante a final do torneio, em 2018.


Agora, ao assistir seu primeiro jogo de futsal após o acidente, com gol e tudo, meu coração bateu mais forte. Mesmo com golzinho de pênalti... mesmo assim.


A verdade é que o Sindijorzão tem mesmo essa pegada de superação.


Outro momento emocionante foi quando Juba ressurgiu. O craque do Relevo superou uma sequência de lesões, que o tiraram das quadras por três anos, e brilhou na reestreia.


A fênix do torneio ganhou o prêmio de melhor jogador em quadra!


Doido, né? É. E Se não for assim, não é o Sindijorzão. Uns brilham, outros tentam. Tem coisa que não muda. Ou vocês acham que o Manasses desistiu de ter seu minuto de fama?


Lá estava eu, de boa, quando surgiu do nada o presidente vitalício do Tranqueiras obviamente querendo aparecer. Tá certo que uma vez ele foi destaque nacional ao ‘tentar’ jogar vestindo ‘propositalmente’ suas luvas de goleiro ao contrário, mas hoje ele nem gera ‘likes’. É persistente, devo admitir.


Dessa vez ele surgiu implorando um tênis pra jogar. Disse que ‘esqueceu’ o dele! Soltou essa resenha pra cima de mim. Cortei. Por sorte emprestaram um par pra ele. Provando também que há solidariedade entre jornalistas.


É verdade esse bilhete...


Agora deu, né? Pegue esse grande final:


Tenho uma informação bombástica sobre o Sindijorzão 2020. Ela vai abalar sua vida, impactar no seu futuro, mas não adianta me questionar, não vai conseguir nada, já decretei sigilo desses pareceres.


Se eu abrir o jogo, é capaz de acontecer igual um caso recente envolvendo um banco. Degola. Censura! Chupa, democracia!


Boa segunda rodada a todas e todos.

Autor:Jornaldo