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22/03/2019

Trabalhadores nas ruas contra a reforma da Previdência

Trabalhadores nas ruas contra a reforma da Previdência
Ato em frente ao INSS em Curitiba | Foto: Gibran Mendes/CUT-PR

Manifestantes se reuniram na manhã desta sexta-feira (22) na Boca Maldita, Centro de Curitiba, para protestar contra a reforma da Previdência promovida pelo governo Jair Bolsonaro. A passeata foi organizada pelas centrais sindicais, com apoio de diversos sindicatos, e aconteceu em todo o País. A manifestação saiu caminhando pela Rua XV de novembro até a Praça Santos Andrade. Diretores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) estiveram presentes no protesto.


Com as regras propostas pelo atual governo, o trabalhador terá o aumento da idade mínima e do tempo de serviço para se aposentar, além de reduzir o valor das aposentadorias, o que vai obrigar a muita gente a, literalmente, trabalhar até morrer. Por exemplo, com as novas regras, as mulheres terão que trabalhar até os 62 anos (mínimo de 20 de contribuição) e os homens 65 (também com mínimo de 20 anos de contribuição). Isso sem falar que para receber a aposentadoria integral, serão necessários 40 anos de contribuição.


A nossa categoria não está imune a estas mudanças de regras. Levando em conta a “pejotização” da nossa profissão e a dificuldade em se manter por tanto tempo em um trabalho com registro em carteira, muitos profissionais temem pelo que vem a seguir. Fred Vasconcelos, editor do jornal Brasil de Fato, acredita que a reforma vai mexer no bolso de todos. “Caso seja aprovada a reforma, estaremos em maus lençóis. Teremos que trabalhar muito mais para podermos aposentar. Nossa categoria tem ainda muita gente que trabalha sem registro e muitos ficam sem contribuir com a previdência. Acredito que, com essas regras que o atual governo quer nos empurrar, muitos jornalistas não conseguirão se aposentar”, salienta.


A assessora de imprensa do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Renata Ortega, compareceu na passeata porque entende que a reforma irá ser prejudicial. “Vou ter que trabalhar quase sete anos a mais para poder me aposentar. É uma preocupação bastante grande, uma vez que estamos enfrentando um mercado de trabalho super difícil e que além disso, após a reforma trabalhista, vou ter que trabalhar nestas condições. Portanto é fundamental a gente tentar fazer qualquer coisa para barrar esta reforma. Precisamos de mudança na previdência, mas não do jeito que querem fazer, onerando trabalhador e correndo o risco de fazer com que ganhem menos”, opina.


A diretora de Fiscalização e Exercício Profissional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), Maigue Gueths, diz que é importante que todos os trabalhadores se posicionem contra essa reforma. "As centrais sindicais estão unidas em todo país para barrar este projeto de reforma, todas reconhecem como um atentado aos direitos dos trabalhadores. Para nós, jornalistas e trabalhadores, a hora de resistir é agora. Esta reforma só traz perdas e retrocessos ao que temos hoje e por isso é importante que todos descruzem os braços e venham para a luta defender o que é nosso", conclui.


O SindijorPR está realizando um trabalho de conscientização com a base dos jornalistas sobre a importância de dar visibilidade às manifestações de rua, especialmente protagonizadas pelos trabalhadores, divulgando a agenda de atos e manifestações inserida numa campanha chamada #ColocaNaPauta e #JornalistaÉTrabalhador.


Desde que a PEC 06/2019 foi protocolada para tramitação na Câmara Federal, o SindijorPR também divulga informações alinhadas com a CUT, central que o sindicato é filiado, sobre os retrocessos para os trabalhadores se a Reforma da Previdência for aprovada e, da mesma forma, participa dos fóruns de discussão e atos contra a destruição da aposentadoria.