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18/03/2019

Reforma da Previdência vai gerar “crise humanitária” no Brasil, alerta ex-ministro


Foto: Leandro Taques


A proposta da Reforma da Previdência (PEC 6/2019) apresentada pelo governo federal em tramitação na Câmara dos Deputados foi tema de uma Audiência Pública na manhã desta segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa do Paraná. Promovido pelos deputados estaduais e federais do PT, o encontro contou com a participação do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas.


Mais de 350 pessoas, entre trabalhadores e trabalhadoras, lideranças políticas e representantes de movimentos sociais e organizações sindicais participaram da Audiência Pública. Com o Plenarinho da Alep lotado, Gabas foi taxativo ao afirmar que a proposta precisa ser combatida. “Não existe acordo, emenda, diálogo. A PEC 6/2019 não tem o objetivo de reorganizar a previdência, é um ajuste fiscal feito nas costas dos trabalhadores e trabalhadoras”.


Gabas lembrou que o modelo de capitalização foi implementado no Chile na década de 1980 e resultou em pobreza e miséria. “Atualmente no Chile 79% das pessoas que conseguem chegar à aposentadoria recebem menos do que o salário mínimo, sendo que 44% deste conjunto vive abaixo da linha de pobreza. É este modelo que querem empurrar goela abaixo no Brasil, um sistema que gera pobreza e miséria”.


De acordo com Gabas, o que está em jogo não é a sustentabilidade da previdência, mas o modelo de Estado brasileiro. “Dois aspectos são particularmente cruéis. O primeiro é que a PEC 6/2019 retira a previdência da Constituição. Isso significa que daqui para frente qualquer mudança na previdência poderá ser feita por projeto de lei, que pode ser aprovado com maioria simples na Câmara. Isso representa a entrega das mudanças sobre a previdência para o mercado. O segundo é que o que está em disputa não é a sustentabilidade da previdência, mas o modelo de Estado. Nas eleições do ano passado a disputa foi entre a humanidade e a barbárie. A barbárie venceu e está cumprindo o que prometeu nos acordos com os grandes bancos e os donos do capital especulativo”, decretou.


A diretora de fiscalização de exercício profissional do SindijorPR, Maigue Gueths, esteve presente no evento representando o sindicato. “Assim como outros trabalhadores, também iremos sofrer os efeitos desta reforma da previdência. Por isso, é importante que os jornalistas se posicionem e também se engajem na luta para derrubar esta PEC absurda", enfatiza

Autor:SindijorPR com informações da liderança do PT na Alep