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22/01/2019

Governo não estipula prazo para definir situação de aprovados na E-Paraná

Foto: Mariana Franco Ramos.


O governo do Estado não estipulou prazo para definir a situação na E-Paraná, serviço social autônomo vinculado à Rádio e TV Educativa, a televisão pública do Estado. A administração Ratinho Junior (PSD) informou que está analisando o funcionamento das duas instituições, para só depois decidir como serão a gestão e as programações, bem como qual será o destino dos cachês e dos profissionais aprovados no teste seletivo.


Essa foi a resposta do secretário de Comunicação e Cultura, Hudson José, que também acumula o cargo de presidente da E-Paraná, a diretores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) em reunião na manhã desta terça-feira (22), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Uma das preocupações levantadas pelos diretores sindicais Mariana Franco Ramos, Maigue Gueths e Gustavo Henrique Vidal foi sobre o chamamento dos aprovados no teste seletivo. Um total de 35 aprovados chegou a ser convocado no dia 7 de dezembro, no último mês da gestão anterior, com previsão de iniciar o trabalho em 14 de janeiro, mas foi desconvocado pelo atual governo. Segundo o secretário, o governo ainda não sabe quando ou mesmo se estes profissionais serão novamente chamados. Os diretores argumentaram sobre a expectativa dos aprovados, uma vez que muitos chegaram a se demitir em outros empregos ou mesmo a mudar de cidade para assumirem os cargos a partir do dia 14 de janeiro. O secretário reafirmou que o Estado precisa analisar a situação como um todo, para poder chegar ao melhor modelo de gestão.


“Nós queremos primeiro entender o que é a E-Paraná e a RTVE e ver o que estamos entregando à população”, afirmou, ressaltando que, ao assumir o posto, encontrou uma TV “com problema sério de estrutura”. De acordo com ele, Ratinho Junior se deparou com uma TV com 175 funcionários cachês contratados para produzir conteúdo que precisava ser revisto.


Uma das primeiras decisões foi suspender parte da programação, cortar um grande número dos cachês e cancelar as novas contratações. “Não é o fim da TV Educativa, mas certamente é o fim deste modelo”, garantiu Hudson José. Ainda segundo ele, assim como em todo o governo, a ideia é enxugar o quadro de pessoal. Outra prioridade é levar o sinal da Educativa também para as praças de Londrina, Campo Mourão e Umuarama.
Autor:SindijorPR