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09/11/2017

Reforma trabalhista vai dificultar a vida do jornalista

Reforma trabalhista vai dificultar a vida do jornalista
Arte: CTRL S Comunicação
A profissão de jornalista passa por dificuldades no Brasil nos últimos anos. Seja pelo mercado, que fecha vagas e reduz postos de trabalho, ou pelo fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) rebaixar a categoria para um trabalho em que não é necessário ter o diploma de curso superior. Com a reforma, a profissão sofrerá mais um ataque. Com as alterações que só beneficiam os patrões, há o temor de que o jornalismo torne-se nossa atividade secundária em vez de a principal.


Para detalhar todas as mudanças e apontar como enfrenta-las, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná promovem, no dia 11 de novembro, um seminário com advogados trabalhistas e economistas que vão tirar dúvidas da categoria sobre a reforma. A atividade será às 09 horas, na sede do SindijorPR (Rua José Loureiro, 211, Centro). Para se inscrever clique aqui.


Já não é mais novidade de que muitos bons profissionais tiveram que migrar para outras áreas para poder garantir o seu sustento. “Existem excelentes nomes no jornalismo que estão fora do mercado. Quem perde com isso é o jornalismo, que deixa de contar com jornalistas que primam pela ética e pela ao apuração da notícia. Além do pessoal mais velho, tem uma nova geração muito boa, mas que está com dificuldades de encontrar trabalho”, lamenta o diretor-presidente do SindijorPR, Gustavo Vidal.


Como efeito dessa reforma trabalhista, é comum ver anúncio de vagas para jornalistas que são um desrespeito total para a categoria. Recentemente, apareceu uma para trabalhar em um “portal de notícias” oferecendo salário de R$ 600. “A reforma trabalhista ainda nem entrou em vigor e já nos deparamos com este tipo de situação. Como alguém viveria com um salário deste? O SindijorPR faz valer o acordo coletivo e vai lutar para coibir este tipo de prática. Exigimos que nosso trabalho seja respeitado”, salienta Vidal.

Autor:Flávio Augusto Laginski Fonte:SindijorPR