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03/04/2017

O Sindijorzão e a pós verdade, por Jornaldo

Tem dia que eu fico meio que de péssimo humor. Puto, mesmo. E é óbvio que sempre tem alguém pra colaborar com isso.


Por exemplo: por que diabos alguém quer fazer a escolha d@s melhores jogadores do Sindijorzão agora?


É muito cedo!


De todas as eleições d@ Bola de Ouro Fifa, que insistiram pra eu participar, nunca se queimou a largada dessa forma.


Vocês vão concordar comigo: certas ideias precisam virar um tijolão, aí é só colocar o idealizador de quatro, pegar esse objeto robusto e enfiá-lo bem no meio do olho do… piiiiiiiiiiiiiiiii.


Calma gente, hoje é primeiro de abril, brincadeirinha… he he he.


É engraçado escrever no dia da mentira. Até porque se eu falasse pra vocês que o Che Garotos desclassificou o RelevO, você acreditaria? Pois então, é verdade.


Se eu falasse que o Tranqueiras desclassificou o Sensacionalistas, você acreditaria? Pois então, é verdade.


Não é por acaso que vivemos o momento histórico da pós verdade.


Por isso, falo sem nenhum medo de errar: o Sindijorzão não é ‘apenas’ o maior campeonato de jornalistas do Brasil, ele é o mais hipermoderno.


E em tempos sombrios para a coletividade, numa era líquida e solitária (como já disse por aí meu saudoso amigo Zyg), ver Manolo Guevara dar exemplo de honestidade, não tem preço.


Zyg Bauman acenderia seu cachimbo com fumo cubano só pra celebrar a atitude mais simbólica da história dos Sindijorzões.


Pra quem não sabe, o Manolo usou de um recurso tecnológico pra legalizar um gol de pênalti do Renan Careca. Detalhe: era numa disputa da morte, numa partida decisiva, nas penalidades máximas. O resultado poderia levar o time do Che, como já era de costume, a derrota.


Por isso, sugiro deixar uma costela inteira pro Manolo, como Prêmio Fair Play 2017, lá no churras dos jornalistas, dia 08 de abril.


Também nessa partida, Relevo e Che Garotos, aconteceu algo interessante (não só pelo fato do time cubano não levar fumo), que parece mentira, mas não é.


Os jogadores do Relevo levaram o troféu do título de 2016 pro jogo! Deixaram ele exposto no banco de reservas. Pra mim, foi a grande cagada da rodada. Um combustível motivacional pro Soroca Eterno ressurgir das cinzas. Ele fez uma grande partida e, com todo mérito, é um dos candidatos a craque do torneio.


Véio! Levar troféu pra uma partida mata mata e expor pro adversário é a mesma coisa que ir pra guerra com aquelas medalhinhas de condecoração penduradas na testa. Aí você chega no front, levanta uma bandeirinha branca e chama os amiguinhos com metralhadora pra mostrar o objeto.


Quem vai parar pra olhar? Amigo, na guerra, é dedo no gatilho e tiro bem no meio da testa. O Relevo mereceu perder, só por essa atitude.


Não é a toa que vou sempre lembrar do dia que Manolo Guevara chegou pra mim, com um charuto cubano na boca, soltando fumaça pra tudo quanto é lado, com uma dose de rum na mão, e disse: “hay que endurecer, pero si perder la ternura jamás”.


Por fim, seria injusto, já que eu falei da eleição pra craque do Sindijorzão, não colocar a minha torcida e meu voto.


Declaro que a melhor jogadora do Sindijorzão chama-se Halanna. Ela é ridiculamente superior aos outr@s atletas do torneio. Joga muito e não é de hoje que sabemos disso.


Ninguém… ninguém… joga com tanta categoria quanto ela. Talvez o Stringa, lá por 1800 e alguma coisa…


Mas é isso meus amigos, que venha as semifinais. Só gostaria de avisar que essa será minha última crônica.


Calma, calma!


Hoje é primeiro da abril, dia da pós verdade.

Autor:Jornaldo