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11/10/2016

RPC demite 16 jornalistas em todo o Paraná

RPC demite 16 jornalistas em todo o Paraná
A Rede Paranaense de Comunicação (RPC), maior grupo de televisão do Paraná e afiliada da Rede Globo, voltou a criar um clima de terrorismo entre seus profissionais nesta terça-feira (11). Além de dificultar a campanha salarial, a emissora promoveu um grande "passaralho", ao demitir 16 profissionais, em quatro praças do Estado.


Entre os colegas que perderam o emprego estão jornalistas com muito tempo de casa e até mesmo profissionais renomados nacionalmente. Ao todo, foram sete jornalistas demitidos em Curitiba, quatro em Foz do Iguaçu, quatro em Londrina, e um em Ponta Grossa. Vale ressaltar que a empresa já havia promovido cortes em julho, quando dispensou quatro trabalhadores.


O grupo volta a promover demissões em um momento delicado da campanha salarial. Se não bastasse oferecer uma reposição bem inferior à inflação do período, a RPC deixa o clima no local ainda mais incerto, pois, se antes a emissora era vista como um lugar estável para trabalhar, hoje já não desfruta mais deste prestígio.


O diretor-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), Gustavo Vidal, acredita que a medida esteja ligada a uma possível retaliação pela não aceitação da categoria em receber uma reposição salarial muito baixa. “Impressiona como as empresas de comunicação estão tratando esta campanha salarial. A RPC demitiu 20 jornalistas neste período. Se somar com os profissionais do jornal Gazeta do Povo (que pertence ao mesmo grupo), este número sobe para 32. O fato de o profissional não estar aceitando a péssima proposta de reposição pode estar refletindo nestes números”, opina.


Vidal lembra também que a RPC teve um lucro de R$ 84 milhões em 2015 e que, ainda assim, segue dificultando e aterrorizando a vida de seu trabalhador. “Mesmo com um lucro desta magnitude, a empresa insiste em menosprezar o seu jornalista. Não valoriza o profissional, mesmo que este traga reconhecimento e prêmios para a emissora. Como recompensa, oferece migalhas e ainda promove demissões. Mais uma vez, eu indago: como querem que a categoria sinta-se valorizada e prestigiada deste jeito? É lamentável”.
Autor:Flávio Augusto Laginski Fonte:SindijorPR