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06/05/2016

INPC de Curitiba foi de 10,08%. E os patrões ainda querem reajuste zero

INPC de Curitiba foi de 10,08%. E os patrões ainda querem reajuste zero
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O resultado apresentou variação de 0,64% em abril e ficou ligeiramente acima do resultado de março, que foi de 0,44%. Nos últimos 12 meses, a taxa nacional foi de 9,83%. Em Curitiba, porém, o índice ficou um pouco mais alto: 10,08%.


Diante deste fato, é uma afronta a proposta patronal de reajuste de 0% para o piso dos jornalistas. Como valorizar uma categoria que, além das dificuldades do dia a dia, teria ainda que encarar um salário congelado? Ao que parece, os donos de comunicação acreditam estar apenas fazendo um favor para a classe, não encarando o jornalista como um profissional a ser respeitado.


O diretor de imagem do SindijorPR, Joaquim Eduardo, diz que o 0% de reajuste é uma humilhação para a categoria. "Isso é um desrespeito com os profissionais. Os jornalistas são seres humanos que têm contas a pagar, assim como os patrões. Uma proposta nestes moldes é uma vergonha, um vexame. Não podemos tolerar tamanho desrespeito", salienta.


Para o diretor-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), Gustavo Vidal, a categoria deve dar um basta nesta exploração praticada pelos patrões. “Não podemos aceitar essa provocação dos sindicatos patronais. Nós exigimos e queremos respeito. Congelar o piso do jornalista é uma afronta”, reclama.


Vidal aponta que a categoria deverá se mobilizar para combater o congelamento. “A saída para dar um grande ‘não’ aos patrões é de que devemos nos agrupar, nos unir. Se mostrarmos força, a ‘não proposta’ deles". opina.


A segunda mesa de negociação está marcada para 19 de maio, às 14 horas, em Curitiba. Todos os jornalistas estão convidados para participar. Os sindicatos de jornalistas insistiram para que os empresários revissem a proposta de reajuste zero e que outras pautas sejam avaliadas.

Autor:Flávio Augusto Laginski Fonte:SindijorPR