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10/03/2016

SindijorPR se manifesta sobre ocorrido em Quedas do Iguaçu

SindijorPR se manifesta sobre ocorrido em Quedas do Iguaçu

Trabalhadores devem ser respeitados e não confundidos com a posição editorial da emissora


Diante dos fatos ocorridos nesta quarta-feira (9) em Quedas do Iguaçu, envolvendo integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e uma equipe da TV Tarobá, de Cascavel, o SindijorPR reitera que é contra tentativas de cerceamento da liberdade do exercício profissional de jornalistas, de acordo com a Constituição e com o código de ética e conduta da profissão.


Segundo a emissora, a jornalista Patrícia Sonsin e o repórter-cinematográfico Davi Ferreira foram cobrir a ocupação do MST no município, quando integrantes do movimento, “armados com escopetas, facões e pedras, se aproximaram do carro da emissora" e fizeram os dois profissionais "de reféns por alguns minutos”, segundo nota da TV em seu site. Em vídeo, os trabalhadores relataram a tensão sentida pela situação e afirmaram não terem visto armas com os integrantes do movimento.


Procurada pelo SindijorPR, a Assessoria de Comunicação do MST, representada pela jornalista Riqueli Capitani, informou que os repórteres foram conduzidos ao portal de entrada do acampamento, onde foi feita comunicação via rádio, e aguardaram a decisão da coordenação sobre se a equipe seria recebida para gravação. Capitani ressalta que “o movimento já comunicou à TV Tarobá que seus integrantes não dão entrevistas para a emissora, devido às seguidas reportagens criminalizando o MST”.

O movimento disse ainda que “lamenta qualquer excesso que tenha ocorrido por seus integrantes, que assustaram os dois profissionais de imprensa, reação aos seguidos ataques que sofrem da TV Tarobá”. No entanto, afirma que em momento nenhum os jornalistas estavam “em alguma espécie de sequestro ou (feitos de) reféns”, mas que apenas aguardaram o retorno da coordenação via rádio. O MST reforçou ao SindijorPR a sua defesa da liberdade de imprensa, da regulamentação dos meios de comunicação e contra o monopólio da mídia.


Para o SindijorPR, é inaceitável qualquer tipo de intimidação e ameaça a jornalistas que impeça o livre exercício profissional. Mesmo que o MST não concorde com as posições da TV Tarobá, e tenha decidido não conceder gravações à emissora, é esperado que ao menos os trabalhadores sejam respeitados, e não confundidos com a posição editorial do veículo. A entidade reitera que a equipe de reportagem agiu da forma como o Sindicato orienta nessas situações: procurar a Polícia Militar e registrar Boletim de Ocorrência, para que as autoridades possam investigar o caso.


Direção do SindijorPR

Autor:Diretoria SindijorPR