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04/02/2016

Jornalistas do Paraná aprovam campanha de lutas para 2016

Jornalistas do Paraná aprovam campanha de lutas para 2016
Joka Madruga

Categoria também votou favoravelmente ao acordo específico da RPC, mas demonstrou preocupação com a proposta da empresa em reduzir postos de trabalho

Na noite de terça-feira (2), jornalistas de Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Guarapuava, Pato Branco, Paranavaí e Umuarama se reuniram em Assembleia Geral para discutir a Campanha de Lutas 2016 e o acordo específico da RPC.

O SindijorPR tem acompanhado atento e com preocupação o posicionamento das empresas em relação à manutenção de vagas para jornalistas. Apenas em 2015, 117 jornalistas foram demitidos em todo Paraná, totalizando, entre 2014 e 2015, 213 profissionais despedidos.

Os números assustam assim como a indiferença e o assédio por parte dos patrões. Os problemas se agravam quando as empresas submetem os profissionais a jornadas superiores e salários inferiores ao estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A partir desse cenário, o SindijorPR colocou sua proposta de Campanha de Lutas 2016 para debate e aprovação da categoria. Por unanimidade, os presentes nas nove cidades em que a Assembleia acontecia aprovaram as medidas. As ações iniciam imediatamente com a primeira atividade marcada para o dia 2 de abril, quando o SindijorPR e o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná realizam a Plenária Estadual, em Guarapuava.

“Os mesmos problemas são enfrentados pelos jornalistas em todo Estado, na verdade, em todo país. Por isso, contamos com a participação de toda categoria. É preciso unir esforços”, afirma Gustavo Vidal, diretor-presidente do SindijorPR. Para garantir a ampla participação dos jornalistas na plenária em Guarapuava, o Sindicato vai bancar hospedagem e transporte para todos os jornalistas dispostos a participar do debate e das decisões em defesa da categoria e do jornalismo.

CAMPANHA DE LUTAS

-Intensificar a luta contra demissões com denúncias de empresas aos órgãos competentes;

-Monitorar e intensificar a campanha do Demissômetro para cidades do interior;

-Lançar Campanha Estadual de lutas 2016 em defesa dos jornalistas e do jornalismo com camisetas, materiais gráficos, adesivos, vídeos e pesquisas;

-Garantir debates e decisões amplas, com participação intensa do interior do Estado

ACORDO RPC

Depois de amplo debate entre os jornalistas, por maioria, 129 a 17, com 08 abstenções, os participantes da Assembleia Geral, das nove cidades, aprovaram a renovação do acordo de Extensão de Jornada da RPC. Outra decisão da categoria é que o acordo deve ser assinado por um ano (de 1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016). A votação final, somando assembleias dos dois sindicatos de jornalistas, totalizou 103 votos para o acordo de um ano e 85 votos para dois anos.

Contrário à renovação, o SindijorPR orientou a rejeição da proposta da empresa devido à mudança na cláusula de manutenção de postos de trabalho. A empresa exigiu, como condição para renovar o acordo, que fossem garantidos 218 vagas, referentes ao ano de 2009 - quando foi assinado o primeiro acordo. Com o novo acordo, aprovado na assembleia, 48 jornalistas, dos atuais 266, podem ser demitidos.

O acordo de extensão da jornada prevê aumento de 5 para 7 horas diárias, de esquipes de reportagem, com gratificação de 60%. Já a redação recebe 30% para jornada de 6 horas. As demais horas se acumulam num banco de horas.

UNIR FORÇAS

A diretoria do SindijorPR reforçou a necessidade de a categoria participar plenamente dos debates, reunindo forças e experiência para enfrentar os abusos propostos pelas empresas. O caso recente de Minas Gerais foi lembrado como exemplo de mobilização, necessária para conter os abusos patronais, como foi o da renovação do acordo da RPC.


“É uma linha muito tênue, pois com o cenário inseguro para os profissionais, aliado ao assédio moral que as empresas vêm praticando, a categoria, como classe trabalhadora, acaba se sujeitando às vontades patronais por medo de perder o emprego ou de ter o salário reduzido. Precisamos reforçar a luta coletiva para enfrentar os retrocessos impostos por empresas como a RPC”, finaliza Vidal.

Autor:Comunicação Sindijor-PR