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02/10/2015

Seminário Estadual Soberania e Desenvolvimento: Por energia barata para o povo

 Seminário Estadual Soberania e Desenvolvimento: Por energia barata para o povo
Gibran Mendes/CUT
Brasil tem capacidade e recursos para produzir energia a baixo preço, mas privatização do setor impede isso.


O Seminário estadual Soberania e Desenvolvimento, organizado em Curitiba pelo Fórum de Lutas 29 de Abril, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos, Plataforma Operária e Camponesa para Energia, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), MST, entre outras entidades. Integrantes da direção do Sismuc, Casturina Berquo e Juliana Mildemberg, também participam do seminário.


Na parte da manhã de hoje (2), o seminário apontou os riscos de privatização tanto no setor de energia, assim como no setor petroleiro. Na mesa de abertura, Gilberto Cervinski, da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirma que o risco de privatização da exploração de petróleo, é de que o povo brasileiro terá dificuldade de resolver seus principais problemas.


“A Petrobrás e sua riqueza é maior do que toda a agricultura brasileira, por exemplo. Estamos falando de uma riqueza que representa dez por cento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Dizem que está falida, mas por trás há interesses para isso”, acrescenta.


Uma das principais mensagens é de que a luta não é apenas dos sindicatos petroleiros. “Mas dos brasileiros. Os petroleiros já enfrentaram em 1995, na luta histórica que impediu que fosse privatizado”, afirma Cervinski.


Condições de produção energética


O Brasil tem as melhores condições energéticas do mundo. Para ele, é possível no Brasil produção de energia ao menor custo mundial. Noutros países do mundo, predominam fontes como a termoelétrica, que envolve queima de carvão. “A lógica é essa, a energia está entre as mais baratas do mundo para produzir. Mas a tarifa é a mais cara do mundo. A diferença é o lucro do capital”, explica.


Por isso, no caso do ramo energético, de acordo com Cervinski, não houve privatização do setor elétrico na China ou nos EUA, mas nos países onde há hidroeletricidade, como é o caso brasileiro. O dirigente do MAB alerta para o risco de privatizações de estatais, caso da Copel, com o consequente aumento da tarifa.


Cervinski também faz a comparação com o lucro do setor elétrico, dominado pelo capital dos bancos. “Quem mais lucra no setor de energia são os bancos, mesmo no caso da Copel”, diz.


Impactos sobre os trabalhadores


Ulisses Kaniak, dirigente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), apontou que, no caso da Copel, a energia sempre foi barata para o povo. Recordou da ocupação por três dias da Assembleia Legislativa do Paraná, no começo dos anos 2000, quando se tentou aprovar a privatização da Copel.


Desde então, como afirma, a Copel seguiu pública, mas sobre um novo marco regulatório. A regulação se deu em prol de empresas privadas do setor. Este seminário como um todo fez uma dura crítica contra a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que atua contra o povo. Kaniak apontou também o aumento do número de acidentes, resultado dessa política. “Os trabalhadores terceirizados morrem mais do que os outros, isso está comprovado. Por isso as lutas estão interligadas, na luta contra o projeto PLC 30 das terceirizações”, afirmou Ulisses Kaniak.

Autor:Pedro Carraco - Sismuc Fonte:http://sismuc.org.br/