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18/09/2014

Sindijor cria lista de irregularidades das empresas paranaenses

Sindijor cria lista de irregularidades das empresas paranaenses
TV Tarobá Cascavel (*Foto: Julio Carignano)

Em trabalho conjunto, Curitiba e Londrina, junto às Subseções de Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa computaram denúncias de irregularidades patronais. Também Apucarana, Maringá e Marechal Cândido Rondon enviaram relatos de desmandos nas empresas de comunicação


Nos últimos meses o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná recebeu denúncias e fiscalizou meios de comunicação do estado. A entidade constatou que empresários de praticamente todas as regiões ferem o direito dos jornalistas. O trabalho em conjunto envolveu as Subseções de Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, com ajuda dos profissionais de Maringá, Marechal Cândido Rondon e Apucarana. Também o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná enviou informações. No documento, as ações movidas pelo Sindijor contra os empresários foram agregadas.


“Hoje o Sindicato não tem condições de fiscalizar todas as empresas do estado. Dessa forma, precisa da colaboração dos jornalistas através de denúncias anônimas informando tais fraudes trabalhistas”, explica Ivonaldo Alexandre, diretor de fiscalização do Sindijor. O diretor acrescenta que a maioria das empresas contrata jornalistas como analista de comunicação ao invés de registrá-lo. “Assim, não respeitam a carga horária de 5 horas e o piso da categoria”, completa.


De acordo com as informações da lista, que está disponível na íntegra no site do Sindijor, no segmento jornal impresso, as irregularidades mais comuns são: não pagamento de horas extras, acúmulo de função e registro de diagramadores como paginadores. Na TV, registro de “cinegra” como operador de câmera, não pagamento de horas extras e acúmulo de função. Já em Rádio, novamente acúmulo de função e não pagamento de horas extras aparece com mais frequência.


Panorama


Para entender a situação geral da profissão, principalmente no interior do estado, o Diretor do Interior do Sindijor, Julio Carignano, explica: “atualmente os jornalistas sofrem grande pressão psicológica. Convivem com casos crescentes de assédio moral de empregadores ou colegas em cargos de chefia. São ameaças, ingerências, pressões, práticas antissindicais que colocam alguns colegas em estado de inércia”. Carignano acrescenta que as trabalhadoras sofrem represálias: “infelizmente, nas cidades do interior, em especial no oeste e sudoeste do Paraná, os empregadores ainda pensam que são coronéis”.


Ponta Grossa: além de práticas como: exploração do estágio, registro de diagramadores como paginadores, não pagamento de horas extras e acúmulo de função. Um fato recorrente e que fere a Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas é a prática antissindical. Isso acontece quando membros do Sindijor são impedidos de fazer visitas aos trabalhadores. “Os empresários vêm atrapalhando bastante o trabalho sindical na nossa região. As empresas ferem os direitos coletivos dos jornalistas. Estamos sugerindo como alternativa que façam denúncias, já que a prática dos empregadores é de inviabilizar nossa atuação. Se eles fazem isso é porque tem coisa errada nos locais de trabalho”, explica Manoel Moabis, diretor do Sindijor – Subseção Campos Gerais.


Essa matéria foi originalmente publicada no jornal Extra Pauta. Leia aqui a última edição do impresso oficial do Sindijor. 


Líderes do que há de pior


TV Tarobá:

- repórteres cinematográficos acumulam função de motorista

- repórteres cinematográficos registrados como operadores de câmera

- editores e produtores não recebem os 30% de adicional

- operadores de câmera desempenham função de repórter cinematográfico

- Dia da Bondade: feriado de Corpus Christi, funcionários não podem registrar o ponto, "doam" o dia de trabalho - empresa determina as férias do empregado e, obrigatoriamente, 20 dias. Funcionário não tem direito de escolher a data e nem se quer tirar 20 ou 30 dias.

- pagamento abaixo do piso salarial

- não pagamento de horas extras

- desvio e acúmulo de função

- contratação sem registro em carteira de trabalho

- assédio moral

- excesso de estagiários substituindo profissionais

- carga horária acima das 5 horas


Band News Curitiba:

- Acúmulo de função: todos os repórteres acumulam as funções de pauteiro, editor, sonoplasta, operador, apresentador. Sem ganhar adicional por nada disso.

- Não existe plano de cargos e salários, mesmo para quem está aqui desde que a rádio foi aberta. Todos os jornalistas registrados ganham o mesmo piso, sem diferenciação de cargos.

- Há jornalistas contratados como "produtor", ganhando abaixo do piso, que foram orientados a não fazer horas extras, por isso fazem e não registram as horas a mais, portanto, não ganham. Além disso, este profissional também acumula todas as funções ditas acima.

- GRANDE interferência do setor comercial no conteúdo jornalístico. Os jornalistas têm que gravar spots comerciais com conteúdo pseudo-jornalísticos, sem ganhar a mais por isso.

- Matérias censuradas na área de política, por motivos pessoais da diretoria.

- Por proibição da diretoria, não podemos contar com a ajuda e participação das equipes da TV Band e do Jornal Metro, que também fazem parte do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

- Condições insalubres de trabalho: paredes de isolamento acústico que nunca foram limpas. Carpetes que poucas vezes são aspirados. Os equipamentos de ar condicionado raramente têm os filtros limpos. Aranhas marrom no estúdio, quando estamos no ar.

- Falta de segurança nos plantões de fim de semana (o jornalista de plantão fica completamente sozinho na rádio).


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná deixa espaço aberto para as empresas se pronunciarem sobre o assunto. Basta escrever para: extrapauta@sindijorpr.org.br 

Autor:Regis Luís Cardoso Fonte:SindijorPR