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19/11/2003

Sindicato repudia agressão a jornalistas em Campo Mourão

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná repudia com veemência as agressões sofridas hoje por jornalistas na fazenda Baronesa dos Candiais (a 20 km de Campo Mourão) perpetrada por membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que ocupavam o local. O jornalista Dilmércio Daleffe, da Gazeta do Povo, foi espancado e teve sua máquina fotográfica destruída e o disquete com fotos roubado. Sid Sauer, do site Boca Santa, também teve o disquete roubado pelos sem-terra. E o repórter cinematográfico Richard Rogers, da TV Carajás, além de ter a fita em que registrava as imagens temporariamente retida, ainda foi agredido com um tapa no rosto. O repórter fotográfico Hermes Hildebrandt, do jornal Tribuna do Interior, teve ainda seu equipamento retido. Num ato de total afronta aos profissionais da imprensa, os agressores ainda invadiram os carros dos jornalistas e os encheram de terra. Tudo começou quando Daleffe fazia imagens da agressão dos sem-terra a tratoristas que, seguindo ordens dos arrendatários da fazenda, ignoraram os invasores, e iniciavam o plantio de soja. A reintegração de posse, concedida aos arrendatários em abril, ainda não foi executada pela polícia. Tão logo entrou no campo e passou a registrar as imagens da violência aos tratoristas, o jornalista da Gazeta do Povo foi cercado por aproximadamente 30 sem-terra e, ameaçado com foices, espancado, levando chutes, murros, puxões de cabelo e pancadas de enxada no joelho. A máquina de Daleffe foi destruída, e o disquete com as imagens da agressão aos tratoristas confiscada. Os demais jornalistas, que estavam numa colina mais distante, também não escaparam da investida dos sem-terra. Agentes do Serviço Reservado da Polícia Militar, presentes na fazenda no momento da agressão, disseram que receberam a recomendação de “observar”. Em nota, o movimento disse que “o ocorrido hoje não é pratica do MST”, e atribui a violência a “uma ação isolado (sic) das famílias que estão vivendo um clima de pânico e pavor”. Daleffe registrou ocorrência na Delegacia de Campo Mourão. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná exige o respeito aos direitos constitucionais e reafirma que a sociedade democrática não pode de forma alguma conviver com atitudes de cerceamento à liberdade da imprensa.

Fonte:SINDIJOR-PR - tele-fax (41) 224-9296