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24/09/2003

Aumentar o preço do jornal pode; pagar reposição a jornalista, não

No momento em que os empregadores dizem que não podem nem ao menos repor a inflação aos jornalistas, é importante lembrar alguns dados interessantes. Afinal, apenas entre os jornais dá para ver que o quadro não é tão negro quanto os patrões tentam nos sugerir. A Gazeta do Povo elevou em dezembro de 2002 seu preço em banca de R$   1,25 para R$   1,50, um aumento de 20%; na mesma época, as edições dominicais passaram de R$   2,50 para R$   3,00. Pois é: apesar disto ninguém está disposto a pagar a reposição da inflação, que deve chegar a 17,26%.

Além do pouco caso com os trabalhadores, a proposta de reposição salarial feita pelos patrões na reunião de terça-feira na DRT pode criar situações no mínimo estranhas. Pelo plano, jornalista que ganha até R$   1.500,00 terá aumento de 10%; acima disto, o aumento é de 5%. Se o jornalista A recebe hoje R$   1.490,00 passaria a receber R$   1.639,00. Já B, que ganha atualmente R$   1.510,00, teria um salário de R$   1.585,50. Ou seja, B, que recebia R$   20,00 a mais que A, passaria a ganhar R$   53,50 a menos. Coisas dos patrões.

Amanhã, quinta-feira, todos os jornalistas devem participar da Assembléia na sede do Sindijor (Rua José Loureiro, 211, Centro), às 19h30 (em primeira convocação) para discutir a proposta patronal. O resultado será levado a uma nova reunião na DRT na segunda-feira, que deve concluir a mesa-redonda solicitada pelos jornalistas.

Unificação

Na terça-feira, foi realizada a primeira reunião de aproximação entre o Sindijor e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) a fim de que os jornalistas engrossem a campanha salarial unificada que a central pretende realizar no Estado. Conforme explicou Guilherme de Carvalho, diretor administrativo do Sindijor, diversas categorias com data-base no segundo semestre devem participar. “Com a campanha unificada, fortalecemos as categorias em campanha e deixamos de ser meramente corporativistas e passamos a ver os outros trabalhadores de forma mais ampla”, afirmou. Uma proposta em discussão seria a inclusão na campanha de outras categorias ligadas à comunicação. A participação dos jornalistas na campanha salarial unificada depende de reunião da Plenária da CUT, na próxima segunda-feira.

 

Fonte:SINDIJOR-PR - tele-fax (41) 224-9296